Resiliência não é impedir falhas. É impedir que elas interrompam a operação!

Tendências em Segurança da Informação: Preparando-se para os Desafios Futuros

Ambientes críticos precisam ser projetados para continuar operando mesmo diante de eventos inesperados.

Falhas fazem parte da realidade de qualquer ambiente de Tecnologia da Informação.
Equipamentos podem apresentar problemas, sistemas podem ficar indisponíveis, conexões podem ser interrompidas e serviços podem deixar de responder.
Em ambientes críticos, entretanto, o principal desafio não é eliminar completamente a possibilidade de uma falha. É impedir que um evento pontual evolua para uma interrupção operacional.
É nesse contexto que a resiliência de TI se torna um elemento estratégico da arquitetura tecnológica.

O que significa ter uma infraestrutura resiliente?

Uma infraestrutura resiliente é projetada considerando diferentes cenários de indisponibilidade e seus possíveis impactos sobre a operação. Em vez de considerar apenas o funcionamento normal dos sistemas, a arquitetura também precisa responder a uma pergunta fundamental:

O que acontece quando alguma coisa deixa de funcionar?

A resposta passa pela combinação de recursos, processos e tecnologias capazes de manter os serviços essenciais disponíveis ou restabelecê-los rapidamente. Entre os principais elementos estão:

  • Redundância de componentes e serviços;
  • Alta disponibilidade;
  • Backup e recuperação de dados;
  • Monitoramento e observabilidade;
  • Planos de contingência;
  • Estratégias de recuperação de desastres;
  • Segmentação e proteção da infraestrutura.

Esses mecanismos não impedem necessariamente que uma falha aconteça. Eles reduzem a possibilidade de que ela comprometa toda a operação.

Redundância: evitando pontos únicos de falha

Um dos fundamentos de uma arquitetura resiliente é a redução de Single Points of Failure (SPOF), ou pontos únicos de falha.
Quando um único componente é responsável por uma função crítica, sua indisponibilidade pode interromper todo o serviço.
A redundância permite criar alternativas para que a operação continue mesmo quando determinado componente apresenta problemas. Isso pode envolver servidores, armazenamento, links de comunicação, fontes de energia, equipamentos de rede ou outros elementos essenciais da infraestrutura. A arquitetura, portanto, deixa de depender de um único caminho para manter o negócio funcionando.

Alta disponibilidade e continuidade operacional

Resiliência também está diretamente relacionada à alta disponibilidade.
Uma infraestrutura de alta disponibilidade busca reduzir o tempo em que determinado serviço permanece indisponível, utilizando mecanismos como clusters, balanceamento de carga, failover e componentes redundantes.
O objetivo não é apenas recuperar o ambiente depois de uma interrupção, mas reduzir a dependência de intervenções manuais e permitir que determinados serviços continuem funcionando mesmo diante de falhas.
Para empresas que dependem de sistemas digitais para suas operações, alguns minutos de indisponibilidade podem representar impactos financeiros, operacionais e reputacionais significativos.

Backup não é sinônimo de resiliência

Ter backup é fundamental, mas somente possuir cópias dos dados não significa que uma organização tenha uma estratégia completa de continuidade. É necessário considerar:

  • O que precisa ser recuperado?
  • Em quanto tempo?
  • Qual é o nível de perda de dados?

É nesse ponto que conceitos como RTO (Recovery Time Objective) e RPO (Recovery Point Objective) ganham importância.
O RTO estabelece quanto tempo a organização pode levar para recuperar determinado serviço. Já o RPO define quanto de informação pode ser perdida, considerando o intervalo entre a última cópia disponível e o momento da interrupção.

Esses parâmetros ajudam a transformar uma estratégia de backup em uma estratégia estruturada de recuperação.

Monitoramento: identificar antes que o impacto aumente

Uma arquitetura resiliente também precisa ser observada continuamente.
Monitoramento e observabilidade permitem identificar alterações de comportamento, degradação de desempenho, indisponibilidades e outros sinais que podem indicar um problema. Quanto mais cedo uma anomalia é identificada, maior tende a ser a capacidade de atuação antes que ela provoque um impacto maior.
Por isso, resiliência não deve ser tratada apenas como uma resposta a incidentes. Ela também envolve capacidade de antecipação.

Resiliência precisa fazer parte do projeto

Construir uma infraestrutura resiliente depois que uma organização já enfrentou uma interrupção pode ser mais complexo e custoso do que considerar esses requisitos desde o início.
A arquitetura precisa levar em conta a criticidade dos serviços, dependências entre sistemas, requisitos de disponibilidade, segurança, recuperação e continuidade operacional.
Isso significa projetar o ambiente não apenas para o cenário ideal, mas também para aquilo que pode acontecer quando o cenário sai do planejado.

Resiliência como estratégia de negócio

Quanto mais uma organização depende de tecnologia para operar, maior é a importância de reduzir os impactos provocados por indisponibilidades. Uma arquitetura resiliente contribui para:

  • Reduzir o impacto de falhas;
  • Diminuir o tempo de recuperação;
  • Evitar pontos únicos de falha;
  • Aumentar a disponibilidade dos serviços;
  • Melhorar a capacidade de resposta a incidentes;
  • Preservar a continuidade operacional.

Mais do que uma característica técnica, a resiliência passa a ser um componente da estratégia de continuidade do negócio.

Na Alltech, projetamos ambientes de TI considerando desempenho, disponibilidade, segurança e continuidade operacional, inclusive diante de cenários inesperados.

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